Em janeiro, CDBs de vencimento mais curto ofereceram rendimentos superiores aos de longo prazo, impulsionados pela Selic alta e pela necessidade de liquidez dos bancos.
Em janeiro, o mercado de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) apresentou um cenário incomum, com títulos de curto prazo superando a rentabilidade dos de longo prazo. Essa inversão foi impulsionada principalmente pela taxa Selic elevada, atualmente em 15% ao ano, que obriga os bancos a oferecerem remunerações mais atrativas em vencimentos menores para competir no mercado. Por outro lado, a expectativa de futuros cortes na Selic leva os títulos de longo prazo a precificarem uma taxa média menor, tornando-os menos vantajosos no momento.
Além da Selic, a necessidade de liquidez imediata por parte de bancos médios e de nicho contribuiu para essa dinâmica, com essas instituições oferecendo prêmios mais agressivos em CDBs curtos para captar recursos. Especialistas recomendam que investidores priorizem CDBs de curto prazo, considerando a falta de prêmio para alongar o vencimento e a estrutura da tabela regressiva do Imposto de Renda, que favorece aplicações de menor duração neste contexto.