Psiquiatra aponta perfil de perversidade em Dr. Jairinho no caso Henry
Especialista descreveu padrão de abuso contra crianças durante depoimento no julgamento sobre a morte do menino Henry Borel.
Pontos principais
- O psiquiatra Rafael Bernardon Ribeiro afirmou que Jairinho demonstra prazer em infligir dor em crianças.
- A defesa dos réus contestou o depoimento, alegando falta de entrevista prévia com o acusado e questões éticas.
- A juíza Elizabeth Machado Louro rejeitou os pedidos de impugnação feitos pelos advogados de defesa.
- Delegados que investigaram o caso reforçaram que a versão inicial apresentada pelos réus era uma farsa.
- Jairinho e Monique Medeiros respondem por homicídio qualificado, tortura e fraude processual.
Durante o julgamento do caso Henry Borel, o psiquiatra Rafael Bernardon Ribeiro, ouvido como testemunha de acusação, apresentou um perfil psicológico do ex-vereador Dr. Jairinho. Segundo o especialista, o réu exibe traços de perversidade e um padrão comportamental de abuso voltado a crianças pequenas, obtendo prazer ao provocar dor. A defesa de Jairinho e de Monique Medeiros tentou impugnar o depoimento, argumentando que a análise seria antiética por não ter incluído uma entrevista direta com os acusados, mas o pedido foi negado pela juíza Elizabeth Machado Louro. O depoimento integra uma série de provas apresentadas pela acusação, que também conta com relatos de delegados que classificaram a versão inicial dos réus como uma farsa. Jairinho enfrenta acusações de homicídio qualificado, tortura, fraude processual e coação, crimes pelos quais Monique Medeiros também responde.
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