Parada LGBT+ de SP enfrenta crise de patrocínio e restrições legislativas
A 30ª edição da Parada LGBT+ de SP lida com queda de 60% em patrocínios e um projeto de lei municipal que tenta restringir a presença de menores.
Pontos principais
- A Câmara Municipal aprovou em votação simbólica projeto que veta menores em eventos LGBTQIA+ e exige que ocorram em locais fechados.
- A organização do evento relata queda de 60% nos patrocínios e redução no número de trios elétricos, impactando a estrutura da Parada.
- A Associação da Parada LGBT+ contesta a proposta, classificando-a como inconstitucional e um ataque à livre manifestação.
- O evento está confirmado para 7 de junho na Avenida Paulista, mantendo o formato tradicional apesar das pressões políticas e financeiras.
- Juristas apontam inconstitucionalidade no projeto de lei, citando precedentes do STF sobre o direito de reunião.
A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo enfrenta um cenário de incertezas, marcado por dificuldades financeiras e desafios jurídicos. A organização reportou uma queda de 60% nos patrocínios, o que compromete a estrutura do evento e resultou em uma redução no número de trios elétricos. Paralelamente, a Câmara Municipal avançou com um projeto de lei, de autoria do vereador Rubinho Nunes, que busca restringir a ocupação de vias públicas e proibir a presença de menores em eventos da comunidade. A Associação da Parada LGBT+ classificou a proposta como inconstitucional, enquanto juristas apontam conflitos com precedentes do STF. Apesar das pressões e da necessidade de votação em dois turnos antes de seguir para o prefeito, a organização confirmou a realização do evento para o dia 7 de junho na Avenida Paulista, mantendo o tema 'A rua convoca, a urna confirma'.
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