Summit discute desigualdades na saúde entre países lusófonos
Evento no Rio de Janeiro aponta que disparidades socioeconômicas geram abismos na expectativa de vida e mortalidade entre nações de língua portuguesa.
Pontos principais
- O 2º Summit Integração de Cuidados de Saúde destacou uma diferença de 18 anos na expectativa de vida entre Portugal e Moçambique.
- Dados da OMS indicam que a mortalidade materna na Guiné-Bissau é 34 vezes maior do que em Portugal.
- Especialistas reforçam que sistemas de saúde devem priorizar o combate a determinantes sociais como saneamento, moradia e educação.
- O Brasil apresenta disparidades internas significativas, com variações na expectativa de vida entre estados como Alagoas e Santa Catarina.
O 2º Summit Integração de Cuidados de Saúde nos Países de Língua Portuguesa, realizado no Rio de Janeiro, colocou em evidência o impacto direto das desigualdades socioeconômicas na saúde pública global. Especialistas alertaram que a disparidade entre nações lusófonas é alarmante, exemplificada pela diferença de 18 anos na expectativa de vida entre Portugal e Moçambique, além de taxas de mortalidade materna na Guiné-Bissau que superam em 34 vezes as registradas em solo português. O debate enfatizou que a saúde não depende apenas de assistência médica, mas da mitigação de determinantes sociais, como saneamento básico, poluição, educação e moradia. A cooperação entre esses países é considerada fundamental para a formulação de políticas públicas que promovam a equidade e reduzam as lacunas de desenvolvimento que perpetuam a vulnerabilidade sanitária em diversas regiões.
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