Um relatório da OCDE revela que a população vive mais, mas com um aumento significativo de doenças crônicas, impactando a qualidade de vida e os gastos com saúde.
Um relatório recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) destaca que a geração atual está vivendo mais, porém com um aumento alarmante de múltiplas doenças crônicas não transmissíveis (DNTs). Condições como doenças cardíacas, câncer, diabetes e problemas pulmonares crônicos estão se tornando mais comuns, remodelando as sociedades e impondo desafios significativos. Este cenário impacta diretamente a qualidade de vida dos indivíduos, a capacidade de trabalho e os orçamentos de saúde pública.
O estudo aponta que, entre 1990 e 2023, a prevalência de câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica e doenças cardiovasculares cresceu substancialmente. A OCDE atribui esse aumento à obesidade, à melhoria das taxas de sobrevivência que permitem que mais pessoas vivam com condições crônicas e ao envelhecimento populacional. A organização projeta que o número de novos casos de DCNT aumentará 31% entre 2026 e 2050, e a multimorbidade, ou seja, a coexistência de múltiplas doenças crônicas, crescerá 75% nos países membros.
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