Ex-assessora acusa Mário Frias de esquema de rachadinha na Câmara
Gardênia Morais apresentou documentos que reforçam denúncias de repasse de 76% de seu salário ao deputado Mário Frias para cobrir dívidas pessoais.
Pontos principais
- A ex-assessora Gardênia Morais alega ter transferido R$ 180,1 mil ao deputado e seu ex-chefe de gabinete.
- Documentos, incluindo extratos e comprovantes bancários, foram entregues para sustentar as acusações de devolução de salários.
- O PSOL protocolou uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados para investigar o caso.
- Registros indicam que a assessora recebeu sucessivos aumentos salariais durante o período em que esteve no gabinete.
A ex-assessora parlamentar Gardênia Morais denunciou um suposto esquema de rachadinha no gabinete do deputado federal Mário Frias (PL-SP). Para sustentar a acusação, Morais apresentou extratos e comprovantes bancários que sugerem o repasse de 76% de seus rendimentos, totalizando R$ 180,1 mil, para o parlamentar e seu ex-chefe de gabinete. Segundo a ex-servidora, os valores eram destinados ao pagamento de dívidas eleitorais de 2022, empréstimos e despesas familiares, prática que teria sido estabelecida como condição desde sua contratação. O caso, que envolve o uso indevido de verbas públicas, motivou o PSOL a acionar o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. A suspeita de irregularidades é reforçada pelos sucessivos aumentos salariais concedidos à assessora durante sua permanência no cargo. Até o momento, o deputado Mário Frias não se manifestou publicamente sobre as novas provas apresentadas.
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