Um estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) revelou que um quarto da zona costeira do norte fluminense enfrenta riscos de instabilidade no solo. A análise, que utilizou imagens de satélite para monitorar quatro décadas de transformações territoriais, aponta que o desmatamento, a expansão urbana desordenada e o avanço da agropecuária são os principais vetores da degradação ambiental na região. O cenário é particularmente crítico no trecho entre Búzios e São Francisco de Itabapoana, onde a perda de barreiras naturais, como restingas e áreas úmidas, deixou o solo mais vulnerável. A situação preocupa especialistas, pois a ocupação desenfreada, que na Costa Verde atingiu um crescimento de 254% em 40 anos, eleva significativamente a probabilidade de deslizamentos, ameaçando moradias e infraestruturas essenciais, além de gerar um aumento expressivo nos gastos públicos com a gestão de desastres naturais.
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