Estudo aponta instabilidade em 25% da costa norte fluminense
Pesquisa da UFF indica que desmatamento e expansão urbana desordenada elevaram o risco de deslizamentos e degradação do solo no litoral do Rio.
Pontos principais
- Cerca de 25% da zona costeira entre Búzios e São Francisco de Itabapoana apresenta instabilidade no solo.
- A urbanização na Costa Verde cresceu 254% nas últimas quatro décadas, aumentando o risco de desastres.
- Áreas de restinga e zonas úmidas sofreram redução de 16,3% e 47,8%, respectivamente, comprometendo barreiras naturais.
- A degradação do solo eleva custos públicos com a mitigação de desastres naturais e ameaça infraestruturas locais.
Um estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) revelou que um quarto da zona costeira do norte fluminense enfrenta riscos de instabilidade no solo. A análise, que utilizou imagens de satélite para monitorar quatro décadas de transformações territoriais, aponta que o desmatamento, a expansão urbana desordenada e o avanço da agropecuária são os principais vetores da degradação ambiental na região. O cenário é particularmente crítico no trecho entre Búzios e São Francisco de Itabapoana, onde a perda de barreiras naturais, como restingas e áreas úmidas, deixou o solo mais vulnerável. A situação preocupa especialistas, pois a ocupação desenfreada, que na Costa Verde atingiu um crescimento de 254% em 40 anos, eleva significativamente a probabilidade de deslizamentos, ameaçando moradias e infraestruturas essenciais, além de gerar um aumento expressivo nos gastos públicos com a gestão de desastres naturais.
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