Uma ONG, em parceria com a Petrobras, utiliza a ciência para monitorar e orientar o manejo sustentável de costões rochosos no litoral fluminense, visando a conservação da biodiversidade marinha.
Uma ONG, em colaboração com a Petrobras, está empregando métodos científicos para monitorar e guiar o manejo sustentável de costões rochosos em Arraial do Cabo e outras áreas do litoral fluminense. O Projeto Costão Rochoso, da Fundação Educacional Ciência e Desenvolvimento, visa a conservação da biodiversidade marinha e o equilíbrio entre atividades econômicas e ambientais. Pesquisadores mergulhadores realizam censos de peixes e monitoram corais em Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios para avaliar a saúde dos ecossistemas.
Arraial do Cabo é reconhecido como um 'hotspot' de biodiversidade devido à sua localização geográfica, que divide águas frias e quentes, abrigando mais de 200 espécies de peixes e todas as cinco espécies de tartarugas marinhas do Brasil. O monitoramento já identificou espécies ameaçadas como garoupas, meros e budiões. As informações coletadas são cruciais para órgãos gestores como o ICMBio, subsidiando decisões de manejo e conservação. A iniciativa também promove a educação ambiental e a conscientização da comunidade local, incluindo pescadores e escolas, sobre a importância do manejo responsável da reserva extrativista. A parceria com a Petrobras foi renovada por mais quatro anos, com um investimento de R$ 6 milhões.
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