Um levantamento inédito do MapBiomas revelou um avanço significativo na fragmentação da vegetação nativa brasileira entre 1986 e 2023. O processo, que resultou em um aumento de 260% no número de fragmentos, transformou grandes áreas contínuas em ilhas menores e isoladas, reduzindo drasticamente o tamanho médio das porções de mata de 241 para 77 hectares. Os biomas Pantanal e Amazônia foram os mais impactados pelo fenômeno.
A relevância desse cenário reside no impacto direto à biodiversidade, uma vez que a fragmentação dificulta o fluxo gênico e a recolonização de espécies, elevando o risco de extinções locais. Além disso, cerca de 24% da vegetação remanescente no país enfrenta vetores de degradação, como o corte seletivo de madeira na Amazônia Legal, que compromete a integridade do dossel florestal e a resiliência dos ecossistemas frente às mudanças climáticas.
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