Chefe do PCC preso na Bolívia tem expulsão atrasada por crise política
A instabilidade e os protestos na Bolívia dificultam o traslado de Gerson Palermo, foragido desde 2020 e condenado a 126 anos de prisão no Brasil.
Pontos principais
- Gerson Palermo, liderança do PCC, foi capturado em Santa Cruz de La Sierra após seis anos foragido.
- A instabilidade política na Bolívia, com bloqueios e protestos, forçou a alteração do plano de traslado de terrestre para aéreo.
- O criminoso acumula penas de 126 anos por tráfico internacional de drogas e pelo sequestro de um Boeing da Vasp em 2000.
- A fuga de Palermo em 2020 ocorreu após um habeas corpus concedido pelo então desembargador Divoncir Schreiner Maran.
- O CNJ aposentou compulsoriamente o desembargador Maran em 2026 por suspeitas de venda de sentença e lavagem de dinheiro.
- O governo brasileiro mantém negociações diplomáticas e enviou ajuda humanitária à Bolívia para viabilizar a transferência do detento.
A prisão de Gerson Palermo, apontado como uma das lideranças da facção criminosa PCC, enfrenta entraves logísticos devido à crise política na Bolívia. Embora a captura tenha sido bem-sucedida após uma operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e autoridades bolivianas, a onda de protestos e bloqueios no país vizinho impediu o traslado terrestre do detento. Diante do cenário de instabilidade, o governo brasileiro trabalha em uma alternativa aérea para garantir a expulsão e o retorno de Palermo ao Brasil, onde ele deve cumprir penas que somam 126 anos de reclusão por crimes como tráfico internacional e o sequestro de uma aeronave da Vasp em 2000. Em meio às tratativas, o presidente Lula manteve diálogo com o governo boliviano e autorizou o envio de ajuda humanitária.
Palermo estava foragido desde 2020, quando rompeu sua tornozeleira eletrônica após ser beneficiado por um habeas corpus concedido pelo então desembargador Divoncir Schreiner Maran. A decisão, revogada poucas horas depois por outro magistrado, tornou-se alvo de investigações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que culminaram na aposentadoria compulsória de Maran em 2026 por suspeitas de venda de sentença e lavagem de dinheiro. As autoridades brasileiras seguem monitorando a situação na Bolívia para concluir o processo de extradição assim que as condições de segurança permitirem o transporte do criminoso.
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