CEO da Acciona defende dobrar investimento em infraestrutura no Brasil
Para superar gargalos logísticos e elevar a competitividade, o Brasil precisa elevar o investimento em infraestrutura de 2% para 4% do PIB.
Pontos principais
- O Brasil investe atualmente cerca de 2% do PIB em infraestrutura, patamar considerado insuficiente pelo setor.
- A dependência excessiva do modal rodoviário é apontada como o principal gargalo logístico do país.
- O modelo de concessões e PPPs é essencial, mas exige maior participação pública em projetos de menor retorno.
- Segurança jurídica, agilidade em licenciamentos e agências reguladoras fortes são condições fundamentais para o setor.
- A Acciona mantém uma carteira de projetos estruturados no Brasil superior a R$ 700 bilhões.
O CEO da Acciona no Brasil, André de Angelo, afirmou que o país precisa dobrar seus investimentos em infraestrutura, passando de 2% para 4% do PIB, para destravar o crescimento econômico. Segundo o executivo, o setor de logística sofre com uma dependência excessiva do transporte rodoviário, o que prejudica a competitividade nacional. Para reverter esse cenário, a empresa defende o uso estratégico de concessões e parcerias público-privadas (PPPs), com maior apoio estatal em projetos de menor rentabilidade financeira.
Além do transporte, a Acciona prioriza investimentos em saneamento básico e mobilidade urbana. Contudo, o sucesso desses empreendimentos depende de um ambiente de negócios mais estável, marcado por maior segurança jurídica, processos de licenciamento ambiental mais ágeis e o fortalecimento das agências reguladoras. Com uma carteira de projetos que supera R$ 700 bilhões, o Brasil segue como um mercado estratégico global para a companhia.
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