As ações da WEG, tradicionalmente uma das empresas mais valorizadas da Bolsa brasileira, enfrentam um período de instabilidade com queda acumulada de 11,15% no ano. O movimento reflete a cautela do mercado diante de um ciclo de investimentos de capital (capex) mais longo e intenso, com previsão de atingir R$ 4 bilhões em 2027. Diante desse cenário, o Bradesco BBI revisou o preço-alvo da companhia para R$ 48, mantendo recomendação neutra. Além da necessidade de aporte, a empresa lida com margens pressionadas por fatores como a volatilidade cambial, o encarecimento de matérias-primas e o aumento dos custos com mão de obra. Embora o múltiplo P/L de 30x para 2026 seja visto como elevado por analistas, a perspectiva de longo prazo permanece positiva, com expectativa de crescimento de dois dígitos entre 2027 e 2029, à medida que os investimentos atuais comecem a maturar.
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