JPMorgan adota postura seletiva no setor de utilidade pública
O banco revisou estratégias para empresas do setor após queda de 14% no trimestre, citando desafios macroeconômicos e operacionais.
Pontos principais
- O setor de utilidade pública brasileiro teve desempenho inferior ao Ibovespa no último trimestre.
- JPMorgan aponta que juros reais elevados e incertezas macro pressionam a alavancagem das companhias.
- Estimativas de resultados foram reduzidas para empresas como Sabesp, Axia e Copel.
- O banco estabeleceu novos pilares táticos e estruturais para equilibrar riscos e retornos até 2027.
O JPMorgan revisou sua estratégia para o setor de utilidade pública no Brasil, adotando uma postura mais seletiva diante de um cenário de desafios macroeconômicos e operacionais. O setor acumulou uma queda de 14% no último trimestre, ficando abaixo do desempenho do Ibovespa. Segundo o banco, o aumento das taxas de juros reais e a incerteza macroeconômica elevaram a pressão sobre a alavancagem das empresas, enquanto fatores microeconômicos, como a queda nos preços projetados de energia e o aumento de despesas, forçaram cortes nas estimativas de resultados. Em resposta, a instituição dividiu suas recomendações em pilares táticos, estruturais e defensivos, revisando para baixo as projeções de companhias como Sabesp, Axia e Copel. O relatório consolida recomendações e preços-alvo para dez empresas do segmento com horizonte para 2027, buscando equilibrar riscos em um mercado que também tem visto ajustes de expectativas em outros setores industriais, como o de bens de capital.
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