Trump diz que entendimento já está 'em grande parte negociado'; Teerã não confirma, e nenhum lado assinou nada.
Dias depois de o impasse sobre o urânio iraniano parecer enterrar as negociações, os Estados Unidos chegaram perto de um acordo com o Irã para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz. Trump afirmou que o entendimento, batizado de 'Memorando sobre a PAZ', já estava 'em grande parte negociado' após ligações com Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar, Paquistão e Turquia, entre outros. Um alto funcionário americano disse que o acordo deve ser assinado 'nos próximos dias', ainda em ajuste de redação, e afirmou que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, já teria aprovado o esboço geral.
Pelo rascunho, o estreito reabriria aos poucos à medida que os EUA suspendem o bloqueio e liberam o Irã a voltar a vender petróleo, com 60 dias reservados para negociar o programa nuclear iraniano e o fim dos combates entre Israel e o Hezbollah. Do lado iraniano, a versão era mais reticente, e Mohsen Rezaei, conselheiro militar do líder supremo, afirmou que administrar o Estreito de Ormuz é 'direito legal' de Teerã. Nenhum dos lados assinou nada, e Netanyahu, mantido à margem das conversas segundo o New York Times, insistiu que qualquer acordo final 'precisa eliminar o perigo nuclear'.
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