O Ministério Público de São Paulo aprofunda a análise sobre possíveis irregularidades nas privatizações da Sabesp e da EMAE, ocorridas em 2024. A investigação foca em denúncias de favorecimento e distorções na concorrência, destacando um suposto deságio de 44% na venda de 15% das ações da Sabesp para a Equatorial Energia. O deputado Antônio Donato, autor da representação, questiona a conexão entre esses leilões e operações financeiras estruturadas pelo Banco Master e pela gestora Reag. Entre os pontos centrais da apuração está o Fundo Phoenix, criado menos de um mês antes do leilão da EMAE, que teria utilizado ações da Ambipar com valorização artificial como garantia patrimonial para a aquisição da estatal.
Além das questões financeiras, a representação aponta para o papel de Carlos Piani, atual presidente da Sabesp, devido ao seu histórico profissional em empresas como a Equatorial Energia e a Ambipar. Enquanto o MP-SP avalia a abertura de inquérito civil para investigar possíveis crimes financeiros e improbidade administrativa, a Equatorial Energia nega qualquer irregularidade, sustentando que o processo de desestatização foi conduzido com total transparência e conformidade com as normas vigentes. A aquisição do controle da EMAE pela Sabesp, em outubro de 2025, também permanece sob escrutínio como parte de uma possível rede de interesses cruzados entre os agentes envolvidos nos certames.
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