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Deolane Bezerra é transferida para presídio após investigação por lavagem

A influenciadora foi transferida para Tupi Paulista e recusou-se a fornecer senhas de celulares apreendidos em investigação sobre lavagem de dinheiro.

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Foto: Times Brasil
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22/05 às 13:05 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Deolane Bezerra foi transferida da Penitenciária de Santana para a unidade de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
  • A influenciadora recusou-se a fornecer as senhas de dois celulares apreendidos durante a Operação Vérnix.
  • A polícia afirma que a recusa não impedirá a perícia, pois possui tecnologia para extração de dados dos dispositivos.
  • Investigações apontam que a influenciadora utilizaria 35 empresas de fachada para movimentar recursos ilícitos do PCC.
  • Quebras de sigilo revelaram movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados pela advogada.
  • Além dos celulares, a operação apreendeu R$ 50 mil em espécie, joias e seis veículos de luxo.
  • A defesa de Deolane Bezerra nega as acusações e classifica as medidas judiciais como desproporcionais.

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi transferida para uma penitenciária em Tupi Paulista, no interior de São Paulo, no âmbito da Operação Vérnix. A investigação, que teve origem em 2019 após a apreensão de bilhetes trocados por integrantes do PCC, aponta que ela atuava como peça estratégica na movimentação financeira da organização criminosa. Segundo as autoridades, a influenciadora teria utilizado uma estrutura de 35 empresas de fachada para ocultar patrimônio e lavar recursos ilícitos, apresentando um crescimento financeiro atípico desde 2022.

No curso das diligências, a influenciadora recusou-se a fornecer as senhas de dois celulares apreendidos em sua residência. Apesar da negativa, a polícia informou que o acesso aos dados não será prejudicado, uma vez que dispõe de tecnologia avançada para a extração de informações dos dispositivos. Além dos aparelhos, foram confiscados R$ 50 mil em espécie, joias e seis veículos de luxo. O inquérito policial foi finalizado e encaminhado ao Ministério Público, que avalia o oferecimento de denúncia formal. A defesa de Bezerra contesta as alegações e sustenta a inocência da cliente, enquanto investigadores indicam que novas fases da operação podem ocorrer conforme a análise dos materiais apreendidos avance.

Fonte primária

Ministério Público de São Paulo (MPSP) / GAECO

Operação Vérnix — nota oficial do MPSP

Nota oficial do MPSP sobre a Operação Vérnix, deflagrada com a Polícia Civil em 21/05/2026. A força-tarefa obteve seis prisões preventivas — entre elas a da influenciadora e advogada Deolane Bezerra — e cumpriu 17 mandados de busca e apreensão, mirando um esquema de lavagem que movimentou R$ 327 milhões ligando o PCC à influenciadora. Marcola e o irmão Alejandro Camacho, já presos em segurança máxima em Brasília, também são alvos; investigados foragidos no exterior (Itália, Espanha e Bolívia) tiveram inclusão pedida na difusão vermelha da Interpol. A apuração nasceu de bilhetes apreendidos em 2019 na Penitenciária II de Presidente Venceslau e evoluiu em três inquéritos sucessivos — incluindo a Operação Lado a Lado, sobre uma transportadora de Presidente Venceslau reconhecida judicialmente como braço financeiro da facção —, chegando a Deolane por seus vínculos com um gestor fantasma da empresa. Segundo o MP, ela usava pessoas jurídicas (abriu 35 empresas num único endereço), recebia valores de origem não esclarecida e emprestava projeção pública e atividade empresarial como camadas de aparente legalidade para dificultar o rastreamento. A Justiça bloqueou mais de R$ 327 milhões, sequestrou 17 veículos (de luxo, somando mais de R$ 8 milhões) e quatro imóveis. O procurador-geral Paulo Sérgio de Oliveira e Costa classificou a ação como de "caráter pedagógico e efeito inibitório" e desvinculou o caso da operação anterior do Recife.

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