Harvard limitará notas máximas para combater inflação acadêmica
A universidade restringirá a concessão de notas A a partir de 2027, após o índice de notas máximas atingir 60,2% em 2025.
Pontos principais
- O corpo docente aprovou um limite de 20% mais uma margem de 4% para a atribuição de notas A em cursos de graduação.
- A medida responde ao crescimento expressivo de notas máximas, que saltaram de 24% em 2005 para 60,2% em 2025.
- A instituição substituirá o uso do GPA tradicional por um novo sistema de honrarias baseado em percentis.
- A reitora Amanda Claybaugh afirmou que o modelo atual prejudica o feedback acadêmico ao não diferenciar o desempenho dos alunos.
A Universidade Harvard anunciou uma mudança significativa em sua política de avaliação acadêmica, aprovando restrições para a concessão de notas máximas a partir de 2027. A decisão visa conter a inflação de notas, que atingiu 60,2% em 2025, um aumento drástico em comparação aos 24% registrados em 2005. O novo protocolo estabelece um teto de 20% mais uma margem de 4% para a atribuição de notas A, buscando restaurar a diferenciação no desempenho dos estudantes. Além do limite quantitativo, a universidade adotará um sistema de honrarias baseado em percentis, abandonando o modelo de GPA tradicional. A reitora Amanda Claybaugh defendeu a medida, argumentando que o sistema vigente falha em fornecer orientações claras sobre pontos de melhoria. A iniciativa enfrenta o desafio histórico de implementar políticas de rigor acadêmico, similar ao precedente observado em Princeton entre 2004 e 2014.
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