Alcolumbre barra criação de CPI para investigar Banco Master
O presidente do Congresso mantém a recusa em instalar a CPI do Banco Master, alegando prerrogativa discricionária e prioridade à pauta orçamentária.
Pontos principais
- Davi Alcolumbre afirma que a instalação de CPIs é um ato discricionário da presidência da Mesa do Congresso.
- O presidente do Congresso baseia sua decisão no Regimento Interno do Senado para evitar a leitura dos requerimentos.
- Parlamentares de diversos partidos, incluindo Flávio Bolsonaro e deputados do PT, cobram a instalação da comissão.
- Existem cinco pedidos protocolados para investigar o Banco Master, cujo dono, Daniel Vorcaro, está preso desde março.
- Alcolumbre defendeu a prioridade da análise de vetos à LDO, que libera recursos para mais de 5 mil municípios.
- A investigação busca apurar suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao empresário após a Operação Compliance Zero.
- O Supremo Tribunal Federal analisa ações que podem obrigar o Legislativo a instalar a comissão de investigação.
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, consolidou sua posição ao ignorar sucessivas cobranças de parlamentares pela abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar suspeitas de fraudes no Banco Master. Durante sessão conjunta focada na análise de vetos presidenciais à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Alcolumbre reiterou que a leitura de requerimentos de CPI é um ato discricionário da Mesa, fundamentado no Regimento Interno do Senado. O parlamentar justificou a negativa argumentando que a prioridade da pauta era a liberação de recursos para mais de 5 mil municípios brasileiros, bloqueando o andamento das cinco solicitações protocoladas.
A postura de Alcolumbre mantém o caso sob um impasse político, ignorando os apelos formais de figuras de espectros distintos, como o senador Flávio Bolsonaro e deputados do PT. A pressão ocorre em um cenário de crise para o Banco Master, cujo dono, Daniel Vorcaro, permanece preso desde março após a deflagração da operação Compliance Zero pela Polícia Federal. Enquanto a cúpula do Senado mantém o controle sobre a pauta, o impasse jurídico se estende ao Supremo Tribunal Federal, que analisa pedidos para obrigar o Legislativo a instalar o colegiado, mantendo o foco da investigação restrito às instâncias judiciais.
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