Alcolumbre descarta CPI do Banco Master e cita palanque eleitoral
Presidente do Senado afirma que órgãos de controle já investigam o Banco Master e classifica pedidos de CPI como manobra política.
Pontos principais
- Davi Alcolumbre rejeita a abertura de uma CPI para investigar o Banco Master no Senado.
- O presidente da Casa argumenta que Polícia Federal e Ministério Público já apuram o caso.
- Existem atualmente cinco pedidos protocolados no Congresso para a instalação da comissão.
- A oposição articula apoio no STF para forçar a criação da CPI, seguindo precedente da CPI da Covid.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou resistência à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. Segundo o senador, a iniciativa serviria apenas como um "palanque eleitoral", uma vez que órgãos competentes, como a Polícia Federal e o Ministério Público, já conduzem investigações sobre as atividades da instituição financeira. Alcolumbre reforçou que, para a instalação de uma CPI, é necessário cumprir requisitos regimentais rigorosos, incluindo a definição de um fato determinado e o apoio de um terço dos parlamentares.
Atualmente, cinco requerimentos para a abertura da comissão tramitam no Congresso. Diante da resistência da cúpula do Senado, setores da oposição buscam apoio no Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar a investigação, utilizando como referência o precedente da CPI da Covid. A disputa coloca em evidência o embate entre a necessidade de fiscalização parlamentar e o uso político de comissões de inquérito em ano eleitoral.
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