O governo cubano ignora a independência de 1902 por considerá-la um símbolo de subordinação aos Estados Unidos.

Embora o dia 20 de maio de 1902 represente o marco histórico da independência de Cuba e o fim da ocupação militar dos Estados Unidos, a data não integra o calendário de celebrações oficiais do país. Para o governo cubano, o nascimento da República é visto como um período de subordinação aos interesses políticos e econômicos norte-americanos, sendo frequentemente rotulado como uma fase de neocolonialismo. Em contrapartida, a narrativa estatal prioriza a Revolução Cubana de 1959 como o verdadeiro ponto de virada para a soberania nacional. Essa postura reflete a estratégia do regime em deslegitimar o passado republicano pré-revolucionário, consolidando uma identidade política que se define, em grande parte, pela oposição histórica à influência dos Estados Unidos na ilha.
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