Cuba anunciou a libertação de 2.010 presos por meio de indulto, em uma medida descrita pelo governo como um "gesto humanitário e soberano" que coincide com as celebrações da Semana Santa. A decisão foi tomada após uma análise individual dos casos, considerando fatores como a natureza dos delitos, a boa conduta dos detentos, o cumprimento de parte da pena e o estado de saúde. Crimes graves, como agressão sexual, pedofilia, homicídio, tráfico de drogas e corrupção de menores, foram excluídos da medida, assim como "crimes contra a autoridade". Mais de 20 presos já deixaram a prisão de La Lima, no leste de Havana, reencontrando familiares. A informação foi divulgada pelo Partido Comunista de Cuba.
Esta é a segunda libertação de presos no ano e o quinto indulto concedido pelo governo cubano desde 2011, totalizando mais de 11 mil beneficiados. A ação ocorre em um momento de tensões com os Estados Unidos e uma forte crise econômica na ilha, agravada pela suspensão do envio de petróleo venezuelano imposta por Donald Trump. O jornal estatal cubano Granma descreveu a medida como um "gesto humanitário e soberano", apesar da pressão de Washington e das negociações em curso com a administração dos EUA. As libertações ocorrem após o governo dos EUA aliviar o bloqueio petrolífero à ilha, permitindo a entrada de um petroleiro russo. Negociações anteriores com o Vaticano já resultaram na libertação de detidos, e a medida coincide com o anúncio de diálogo entre Cuba e Estados Unidos, embora não haja relação oficial entre os eventos.
Grupos de direitos humanos, alguns financiados pelos EUA, afirmam que Cuba mantém centenas de presos políticos e pedem transparência no processo de libertação, questionando quantos dos libertados são prisioneiros políticos ou manifestantes dos protestos de 11 de julho. Cuba nega ter presos políticos, alegando que os detidos em protestos cometeram crimes como desordem pública e vandalismo, e culpa os EUA por financiar a agitação. O anúncio da libertação ocorre um dia após o principal diplomata cubano em Washington convidar os EUA a ajudar na reforma econômica de Cuba. Os EUA exigiram a libertação de "centenas de outros corajosos patriotas cubanos que permanecem detidos injustamente".
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