Moradores de favelas no Rio reprovam modelo de operações policiais
Pesquisa aponta que 90% dos entrevistados rejeitam o atual formato de ações policiais com confronto armado em comunidades cariocas.
Pontos principais
- Estudo ouviu mais de 4 mil moradores de quatro grandes complexos de favelas no Rio de Janeiro.
- 73% dos entrevistados discordam do modelo atual, citando excessos, ilegalidades e restrição de circulação.
- Polícia é apontada como fonte de medo mais frequente do que grupos criminosos, mesmo entre quem apoia as operações.
- 61% dos moradores percebem racismo no planejamento e na execução das ações policiais nas comunidades.
Uma pesquisa inédita realizada por organizações da sociedade civil revelou que a grande maioria dos moradores de favelas no Rio de Janeiro desaprova o atual modelo de operações policiais baseado em confrontos armados. O levantamento, que ouviu mais de 4 mil pessoas, destaca que a rotina dos residentes é severamente impactada por tiroteios, invasões de domicílios e restrições de mobilidade. Além da violência direta, o estudo aponta uma percepção de racismo institucional no planejamento dessas ações e revela que a polícia é vista como a principal fonte de medo nessas regiões, superando a presença de grupos criminosos. Especialistas e lideranças comunitárias, como Eliana Sousa Silva, da Redes da Maré, defendem que os dados reforçam a urgência de buscar alternativas ao confronto bélico e priorizar políticas públicas que garantam a segurança e os direitos dos moradores.
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