O Irã consolidou o controle sobre o Estreito de Ormuz por meio de um sistema complexo que combina exigências burocráticas, acordos diplomáticos e fiscalização direta da Guarda Revolucionária Islâmica. A nova Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico exige que as embarcações forneçam dados detalhados de carga, tripulação e rota para obter permissão de passagem. Na prática, a fiscalização tem priorizado navios de nações aliadas, como Rússia e China, enquanto impõe barreiras e, por vezes, taxas de segurança para outras embarcações, especialmente aquelas com vínculos aos Estados Unidos ou Israel. Esse cenário tem gerado uma crise logística, com relatos de armadores sobre riscos crescentes de ataques e a necessidade de manobras evasivas, como o desligamento de transponders para evitar detecção.
A situação na região é agravada por uma dinâmica de bloqueios paralelos, com a Marinha dos EUA retendo navios que realizam transações com o regime iraniano fora do estreito. Como cerca de um quinto do petróleo mundial transita por essa rota, a imposição dessas novas normas de navegação tem provocado instabilidade no mercado global de energia. Analistas apontam que a combinação de tensões geopolíticas e a fragmentação do controle marítimo eleva os custos de frete e o risco de interrupção no suprimento global, transformando o Estreito de Ormuz em um ponto de atrito diplomático e militar cada vez mais volátil.
InfoMoney • 20 mai, 19:00
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