Grupos rebeldes anunciam cessar-fogo durante eleições na Colômbia
ELN e dissidência das Farc suspendem operações militares para garantir a segurança dos eleitores no pleito presidencial de 31 de maio.
Pontos principais
- O ELN e o Estado-Maior Central declararam tréguas unilaterais para o período eleitoral.
- A Colômbia atravessa sua pior crise de segurança em uma década, marcada por atentados e ameaças a candidatos.
- O cenário político é marcado pela polarização entre a continuidade das negociações de paz de Gustavo Petro e propostas de linha-dura.
- Protocolos de segurança foram reforçados após o assassinato do senador Miguel Uribe em 2025.
Grupos armados na Colômbia, incluindo o ELN e o Estado-Maior Central, anunciaram tréguas unilaterais para o período que antecede o primeiro turno das eleições presidenciais de 31 de maio. A medida busca garantir a integridade dos eleitores em meio a uma grave crise de segurança, a pior registrada no país em uma década, caracterizada por um aumento preocupante de atentados e ameaças diretas a figuras públicas, incluindo o assassinato do senador Miguel Uribe em 2025. O líder guerrilheiro Iván Mordisco tem sido apontado como um dos principais articuladores da escalada de violência recente. O debate eleitoral permanece polarizado entre a manutenção da política de paz do presidente Gustavo Petro e propostas de endurecimento contra o crime organizado, enquanto o governo mantém uma postura de confronto contra os grupos insurgentes, comparando seus líderes a figuras do narcotráfico.
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