A economia brasileira apresentou sinais de desaceleração em março, com o IBC-Br registrando uma queda de 0,72%. O resultado reflete o impacto direto da política monetária restritiva, que tem freado o consumo e o acesso ao crédito. Apesar da retração na atividade, a inflação persistente impede uma flexibilização dos juros, levando o mercado financeiro a revisar para cima a projeção da Selic, que agora deve encerrar 2026 em 13,25% ao ano. O cenário é agravado pela incerteza global, influenciada pela inflação nos EUA e tensões geopolíticas, além de preocupações internas com a trajetória da dívida pública. Esse ambiente de volatilidade tem levado investidores a priorizar ativos de renda fixa, refletindo a cautela diante dos desafios fiscais e das incertezas políticas que pressionam o apetite por risco no mercado brasileiro.
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