O governo federal solicitou à Aneel o adiamento dos reajustes nas contas de luz e estuda um empréstimo de até R$ 7 bilhões para distribuidoras, visando suavizar o impacto tarifário para os consumidores e mitigar a queda de aprovação em ano eleitoral.
O governo federal solicitou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o adiamento dos reajustes nas contas de luz, buscando tempo para avaliar medidas que possam reduzir o impacto tarifário sobre os consumidores. O Ministério de Minas e Energia (MME) está empenhado em encontrar soluções que equilibrem o setor elétrico e evitem um peso excessivo nas tarifas. Uma das principais alternativas em estudo é a criação de uma linha de crédito de até R$ 7 bilhões para distribuidoras de energia elétrica, com a possível participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Essa linha de crédito tem como objetivo redistribuir os custos do setor elétrico ao longo do tempo, o que resultaria em reajustes mais moderados no curto prazo. No entanto, os custos seriam parcelados e pagos pelos consumidores no futuro. A Aneel havia estimado um reajuste médio de 8% nas tarifas de energia para 2026, impulsionado principalmente pelo aumento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A medida também busca aliviar o endividamento das famílias brasileiras e reverter a queda de aprovação do governo em ano eleitoral, com estratégias semelhantes já tendo sido adotadas em governos anteriores.
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