Casino tenta vender fatia no GPA, mas liminar trava operação
Grupo francês busca sair do capital do GPA, mas disputa judicial sobre passivos tributários impede a venda imediata de sua participação remanescente.
Pontos principais
- O grupo francês Casino planeja vender seus cerca de 20% de participação no GPA.
- Uma liminar judicial obtida pelo GPA bloqueou a venda para assegurar recursos contra passivos tributários.
- A disputa envolve um auto de infração da Receita Federal referente à transição de controle da empresa.
- O Casino perdeu influência no conselho do GPA após a ascensão de novos acionistas, como a família Coelho Diniz.
- A saída faz parte da estratégia global do Casino para reduzir seu endividamento na França.
O grupo francês Casino iniciou o processo de desinvestimento de sua participação remanescente de aproximadamente 20% no GPA, como parte de uma estratégia global para reduzir o endividamento da companhia na França. No entanto, a operação foi interrompida por uma liminar judicial obtida pelo varejista brasileiro. A medida visa garantir a preservação de recursos para cobrir um passivo tributário bilionário, decorrente de um auto de infração da Receita Federal relacionado ao período de transição de controle entre a família Diniz e o grupo francês. O movimento de saída ocorre em um momento de mudança na governança do GPA, onde novos acionistas, incluindo a família Coelho Diniz e Silvio Tini, consolidaram poder no conselho, reduzindo a influência histórica dos franceses na gestão da rede.
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