GPA fecha acordo para recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões
O GPA, responsável pela rede Pão de Açúcar, anunciou um acordo com credores para um plano de recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões, visando reestruturar dívidas e evitar a recuperação judicial.
Pontos principais
- O GPA firmou um acordo com credores para um plano de recuperação extrajudicial de R$ 4,5 bilhões em dívidas não operacionais.
- Credores representando 46% do montante total dos créditos (R$ 2,1 bilhões) assinaram o acordo, superando o quórum legal mínimo.
- As obrigações financeiras contempladas terão sua exigibilidade suspensa por 90 dias para negociação de novas condições.
- Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não estão incluídas no plano.
- As ações PCAR3 da companhia caíram 6,96% após o anúncio da medida.
- A crise financeira do GPA é atribuída a baixa demanda, juros altos, custos de gestão e perdas em lojas.
- A empresa reporta prejuízos líquidos anuais desde 2022 e um déficit de R$ 1,2 bilhão no final do ano passado.
- O Grupo Coelho Diniz tornou-se o principal acionista do GPA, com mudanças na presidência do conselho e diretoria-executiva.
O GPA, grupo varejista responsável pela rede Pão de Açúcar, anunciou um acordo com credores para um plano de recuperação extrajudicial que abrange R$ 4,5 bilhões em obrigações financeiras sem garantia. A medida visa reestruturar a dívida da companhia, sem impactar suas operações diárias, fornecedores, parceiros, clientes ou funcionários. O acordo foi assinado por credores que representam 46% do montante total dos créditos, ou R$ 2,1 bilhões, superando o quórum legal mínimo exigido para este tipo de processo. Após o anúncio, as ações PCAR3 da companhia registraram uma queda de 6,96%.
As obrigações financeiras contempladas pelo plano terão sua exigibilidade suspensa por um período de 90 dias, proporcionando estabilidade e tempo para futuras negociações de novas condições. O presidente Alexandre Santoro afirmou que a medida busca reorganizar o endividamento sem afetar a operação do negócio. O diretor financeiro Pedro Albuquerque destacou que parte do passivo inclui vencimentos de curto prazo, com R$ 500 milhões em maio e até R$ 1,3 bilhão em julho. Uma assembleia de acionistas foi convocada para 27 de março para discutir a possível retirada da poison pill, visando facilitar um aumento de capital.
A crise financeira do GPA é atribuída a fatores como baixa demanda, juros altos, custos de gestão, dívidas fiscais e trabalhistas, e perdas em lojas. A empresa tem reportado prejuízos líquidos anuais desde 2022, com um déficit de R$ 1,2 bilhão no final do ano passado. O Grupo Coelho Diniz tornou-se o principal acionista do GPA, e a companhia passou por mudanças na presidência do conselho e na diretoria-executiva. As operações das lojas do GPA continuarão normalmente, e a empresa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer seu balanço.
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