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Etanol de milho brasileiro é reconhecido pela IMO para uso marítimo

Reconhecimento da pegada de carbono do etanol de milho pela IMO abre mercado global para o biocombustível brasileiro no setor de transporte marítimo.

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Foto: Times Brasil
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18/05 às 14:35

Pontos principais

  • A Organização Marítima Internacional (IMO) validou a pegada de carbono do etanol de milho brasileiro para uso como combustível renovável.
  • A produção brasileira beneficia-se da 'safrinha', que reduz o uso de insumos e a emissão de carbono no cultivo.
  • A demanda global por biocombustíveis no setor marítimo pode atingir 50 bilhões de litros até 2040 com a adoção de misturas de 10%.
  • A mineradora Vale já planeja operar navios movidos a etanol a partir de 2029.
  • Desafios como custos elevados e a necessidade de adaptação da infraestrutura portuária global ainda persistem.

A Organização Marítima Internacional (IMO) oficializou o reconhecimento da pegada de carbono do etanol de milho produzido no Brasil, estabelecendo um marco para a descarbonização do transporte marítimo mundial. A vantagem competitiva brasileira, impulsionada pela eficiência da 'safrinha', posiciona o país como um fornecedor estratégico para navios que buscam alternativas aos combustíveis fósseis. A projeção é que, caso a mistura de 10% de etanol seja adotada globalmente, a demanda pelo produto chegue a 50 bilhões de litros até 2040. Iniciativas como a da Vale, que já encomendou embarcações movidas a etanol com previsão de operação para 2029, demonstram o início da transição energética no setor. Apesar do potencial, a indústria ainda enfrenta barreiras significativas, incluindo o custo superior do biocombustível em comparação ao óleo tradicional e a carência de infraestrutura logística nos portos internacionais.

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