CEO da Riachuelo alerta para demissões sem taxação de importados
A varejista ameaça cortar postos de trabalho e adotar o modelo cross-border caso a isenção de impostos para compras de até US$ 50 seja mantida.
Pontos principais
- A Riachuelo condiciona a manutenção de empregos ao retorno da taxação de 20% sobre importações de até US$ 50.
- A empresa estuda ingressar no modelo de vendas cross-border para enfrentar a concorrência de plataformas internacionais.
- A gestão da varejista alega que a atual estrutura tributária impede a competitividade do setor no mercado doméstico.
- A revogação da taxa de 20%, implementada em agosto de 2024, gerou incertezas sobre a sustentabilidade operacional das varejistas locais.
O CEO da Riachuelo manifestou preocupação com o cenário atual do varejo brasileiro, alertando que a empresa pode realizar demissões em massa caso a isenção de impostos para importações de até US$ 50 permaneça em vigor. Segundo a companhia, a ausência de uma taxação equilibrada retira a competitividade das lojas físicas e do e-commerce nacional frente às plataformas estrangeiras. Como alternativa estratégica, a varejista avalia migrar para o modelo cross-border, buscando equiparar suas operações às práticas de players globais. A incerteza regulatória, intensificada pela revogação da taxa de 20% que vigorava desde agosto de 2024, coloca o setor em alerta, pressionando o governo por medidas que protejam a indústria local e garantam a manutenção dos empregos no país.
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