Sócios da Naskar desmontaram estrutura financeira antes de sumir com R$ 1 bi
Controladores da fintech Naskar alteraram registros societários semanas antes de interromperem pagamentos a cerca de 3.000 clientes.
Pontos principais
- A Polícia Civil do DF investiga a Naskar por captação irregular de recursos de aproximadamente 3.000 investidores.
- Documentos da JUCESP indicam que os sócios removeram atividades financeiras do objeto social da empresa 60 dias antes do colapso.
- Controladores abriram novas empresas no mesmo dia em que alegaram perda de dados, levantando suspeitas de blindagem patrimonial.
- O Banco Central já havia identificado que a fintech operava sem autorização para atuar como instituição de pagamento.
- O ex-jogador José Maurício Volpato está entre os sócios que permanecem incomunicáveis após o desaparecimento de cerca de R$ 1 bilhão.
A fintech Naskar é alvo de uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal após o desaparecimento de aproximadamente R$ 1 bilhão de investidores. Documentos da Junta Comercial de São Paulo revelam que, nos 60 dias que antecederam a interrupção dos pagamentos, os sócios realizaram alterações estratégicas, incluindo a remoção de atividades financeiras do objeto social da empresa. A manobra, somada à abertura de novos negócios no dia em que a plataforma alegou uma suposta falha técnica, reforça as suspeitas de blindagem patrimonial e má-fé dos controladores, entre eles o ex-jogador José Maurício Volpato. O Banco Central já monitorava o grupo por operar sem a devida autorização como instituição de pagamento. Especialistas jurídicos alertam que as alterações societárias não protegem os responsáveis de eventuais implicações criminais e civis, enquanto os sócios permanecem incomunicáveis e avaliam um possível pedido de recuperação judicial.
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