Investigação aponta irregularidades em gestora que anunciou compra da Naskar
A Naskar é investigada por sumiço de R$ 1 bilhão de 3 mil clientes, enquanto a compradora, Azara Capital, opera sem licença e possui sócios sob suspeita.
Pontos principais
- A Naskar interrompeu pagamentos e retirou seu aplicativo do ar, deixando um prejuízo de R$ 1 bilhão a 3 mil investidores.
- A Azara Capital não possui registros na SEC ou FINRA nos EUA e não tem autorização do Banco Central para operar no Brasil.
- Os sócios da Naskar, Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, são investigados pela Polícia Civil do Distrito Federal.
- O controlador da Azara, Douglas Silva de Oliveira Azara, responde a processos por estelionato, levantando dúvidas sobre a viabilidade da compra.
A investigação sobre a compra da fintech Naskar pela Azara Capital por R$ 1,2 bilhão aprofundou-se após a revelação de que a Naskar é alvo de apurações pelo desaparecimento de R$ 1 bilhão de cerca de 3 mil investidores. O caso, que envolve a interrupção de pagamentos e a retirada do aplicativo da fintech do ar, coloca sob suspeita a legitimidade da transação anunciada. Os sócios da Naskar, Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, são o foco central das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Em paralelo, a credibilidade da Azara Capital é questionada por autoridades e especialistas. A gestora, que se apresenta como sediada nos EUA, não possui registros junto à SEC ou à FINRA, nem autorização do Banco Central para atuar no Brasil. A estrutura operacional da empresa é considerada precária, e o histórico criminal de seu controlador, Douglas Silva de Oliveira Azara, reforça o cenário de incertezas. Diante das promessas de pagamento feitas pela Azara, advogados recomendam que os investidores mantenham as ações judiciais em curso para garantir a proteção de seus interesses enquanto a operação segue sob escrutínio.
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