Fintech Naskar desaparece com R$ 1 bilhão de clientes
A fintech Naskar é investigada por sumir com R$ 1 bilhão de 3 mil clientes; sócios, incluindo o ex-jogador Maurício Jahu, estão incomunicáveis.
Pontos principais
- A empresa prometia rendimentos de 2% ao mês sem registro no Banco Central ou na CVM.
- Os sócios identificados são José Maurício Volpato (Maurício Jahu), Marcelo Liranço Arantes e Rogério Vieira.
- A Naskar encerrou operações em maio de 2026, com capital social declarado de apenas R$ 15 mil.
- A Polícia Civil do DF apura suspeitas de estelionato e pirâmide financeira após o sumiço dos recursos.
A fintech Naskar Gestão de Ativos Ltda. tornou-se alvo de investigações da Polícia Civil do Distrito Federal após desaparecer com cerca de R$ 1 bilhão de aproximadamente 3 mil investidores. A empresa, que prometia rendimentos fixos de 2% ao mês, interrompeu suas atividades em maio de 2026, bloqueando o acesso ao aplicativo e ao site. Documentos da companhia identificam como sócios José Maurício Volpato, conhecido como o ex-jogador de vôlei Maurício Jahu, Marcelo Liranço Arantes e Rogério Vieira. A estrutura da empresa chama a atenção dos investigadores, dado que operava sem autorização dos órgãos reguladores e possuía um capital social declarado de apenas R$ 15 mil.
Embora a companhia tenha alegado internamente uma auditoria devido a inconsistências em sua base de dados, os sócios permanecem incomunicáveis, gerando uma onda de denúncias por estelionato e pirâmide financeira. O impacto da interrupção das operações é amplo, com o Grupo Nexco, um dos distribuidores dos contratos, ajuizando ação judicial para buscar esclarecimentos. Enquanto o prejuízo estimado em denúncias formais já ultrapassa R$ 335 milhões, a ausência de registro junto ao Banco Central e à CVM dificulta a recuperação dos ativos, deixando milhares de investidores sem perspectivas imediatas de ressarcimento.
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