Pesquisa Quaest aponta que 52% rejeitam redução de penas do 8 de Janeiro
Levantamento indica resistência popular à nova lei que permite o recálculo de penas para condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
Pontos principais
- Pesquisa Genial/Quaest revela que 52% dos brasileiros são contrários à redução de penas para envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
- A nova legislação impede a soma de penas para os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
- Cerca de 190 condenados podem ser beneficiados pela norma, que depende de cálculos do STF para ser aplicada.
- 54% dos entrevistados acreditam que a lei foi aprovada com o objetivo específico de reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Uma pesquisa realizada pelo instituto Genial/Quaest indica que 52% da população brasileira é contrária à redução de penas para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, incluindo a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida tornou-se possível após o Congresso Nacional derrubar o veto à chamada Lei da Dosimetria, que veda a soma de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito. A aplicação da regra não é automática e dependerá de revisões individuais conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), podendo impactar cerca de 190 sentenciados. O levantamento reforça a resistência social a medidas de clemência para os envolvidos na tentativa de golpe, com 54% dos entrevistados avaliando que a legislação foi articulada visando beneficiar especificamente o ex-presidente. A controvérsia reflete a persistente polarização política em torno das punições aplicadas aos eventos de 2023.
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