O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma investigação sobre registros financeiros de pessoas escravizadas mantidos nos acervos da Caixa Econômica Federal. O objetivo é identificar valores poupados no século 19 com o intuito de custear alforrias, buscando esclarecer o destino desses recursos e avaliar possíveis medidas de reparação histórica. Historiadores apontam que fundos de emancipação da época foram, em muitos casos, desvirtuados para subsidiar a imigração europeia após a abolição, contribuindo para um apagamento sistemático do trauma da escravidão no Brasil. Embora não exista uma estimativa oficial sobre os montantes envolvidos, o acesso a esses documentos é considerado fundamental para compreender as desigualdades estruturais persistentes. A Caixa declarou que está colaborando com as autoridades e assegura a preservação do acervo documental que guarda a memória desse período.
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