Pesquisa da USP aponta que desvincular o repasse de dinheiro de tarefas domésticas ou comportamento melhora o aprendizado sobre gestão de recursos.
Um estudo recente publicado na revista Estudos Econômicos, da Universidade de São Paulo (USP), traz uma nova perspectiva sobre a educação financeira infantil. A pesquisa aponta que oferecer mesada às crianças sem atrelá-la a tarefas domésticas ou ao cumprimento de obrigações comportamentais resulta em um aprendizado mais eficaz sobre a gestão de recursos. Segundo os pesquisadores, essa prática permite que a criança desenvolva uma compreensão mais autônoma sobre o uso do dinheiro, em vez de encará-lo apenas como uma recompensa por serviços prestados. O levantamento desafia o senso comum de muitos pais, que frequentemente utilizam o repasse financeiro como ferramenta de controle ou incentivo para atividades cotidianas. Ao separar a educação financeira das obrigações domésticas, o modelo sugere que os jovens conseguem assimilar melhor conceitos fundamentais de planejamento e escolha, preparando-os de forma mais sólida para a vida adulta.
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