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Londres mobiliza 4 mil policiais para protestos rivais e final de futebol

Londres enfrenta um esquema de segurança sem precedentes com protestos rivais e uma final de futebol, resultando em 11 prisões e críticas do governo.

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Foto: The Guardian World
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16/05 às 06:32 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A Metropolitan Police mobilizou 4.000 agentes para monitorar dois protestos simultâneos e a final de futebol em Wembley.
  • O ato 'Unite the Kingdom', contra a imigração, ocorreu paralelamente à marcha do 'Dia da Nakba' em apoio aos palestinos.
  • A polícia realizou 11 prisões iniciais e proibiu a entrada de 11 agitadores estrangeiros para evitar escaladas de violência.
  • O primeiro-ministro Keir Starmer condenou os organizadores da marcha anti-imigração, acusando-os de promover ódio e divisão.
  • Grupos de ultradireita prometeram uma 'batalha pela Grã-Bretanha' durante o ato, distribuindo panfletos com retórica xenofóbica.
  • O esquema de segurança incluiu drones, cavalaria e monitoramento aéreo para separar grupos rivais e garantir a ordem pública.
  • A operação foi classificada como sem precedentes devido à escala, diversidade dos eventos e ao fluxo intenso de pessoas na cidade.

A capital britânica viveu um dos dias mais críticos para o policiamento recente, com a mobilização de 4.000 agentes para conter possíveis distúrbios durante manifestações de grande escala e um evento esportivo de massa. A tensão foi impulsionada pela realização simultânea do ato 'Unite the Kingdom', liderado por Tommy Robinson, e da marcha anual do 'Dia da Nakba'. O cenário foi agravado pela final de uma importante competição nacional de futebol no Estádio de Wembley, exigindo um esforço logístico adicional para evitar confrontos entre manifestantes de extrema-direita e ativistas pró-Palestina.

Durante o evento, grupos de ultradireita prometeram uma 'batalha pela Grã-Bretanha', utilizando panfletos com retórica nacionalista e xenofóbica para atrair seguidores. A presença desses grupos em meio à manifestação pró-Palestina elevou o risco de conflitos diretos, forçando a Polícia Metropolitana a manter o alerta máximo. As autoridades utilizaram drones, cavalaria e monitoramento aéreo para garantir que o direito à manifestação e a celebração esportiva não resultassem em desordem civil ou violência generalizada.

As autoridades confirmaram a realização de 11 prisões e a proibição de entrada de 11 agitadores estrangeiros no país como medida preventiva. O primeiro-ministro Keir Starmer manifestou-se sobre os eventos, condenando os organizadores da marcha anti-imigração por promoverem ódio e divisão na sociedade britânica. O episódio reflete a crescente polarização política e social que o Reino Unido enfrenta, testando a capacidade das forças de segurança em gerir múltiplos focos de tensão simultâneos em um ambiente urbano densamente povoado.

Fonte primária

Metropolitan Police

4,000 officers prepare for day of protest in central London

Em briefing à imprensa em 13 de maio, o Deputy Assistant Commissioner James Harman anunciou que a Met destacará cerca de 4.000 policiais no sábado, 16 de maio, incluindo 660 vindos de outras forças da Inglaterra e País de Gales, a um custo estimado de £4,5 milhões (sendo £1,7 milhão só com o reforço externo). "Este tem o potencial de ser um dos dias mais movimentados para o policiamento em Londres nos últimos anos." A operação cobre duas manifestações rivais no centro — a marcha pró-Palestina do Nakba Day/United Against Tommy Robinson (Exhibition Road → Waterloo Place, dispersão até 17h30) e a Unite the Kingdom em apoio a Stephen Yaxley-Lennon (Kingsway → Parliament Square, dispersão até 18h) — somadas à final da FA Cup em Wembley, com preocupação sobre grupos de hooligans aderindo à marcha de Robinson. Serão usados reconhecimento facial ao vivo (estreia em policiamento de protesto, em Camden), helicópteros, drones, cães, cavalaria, veículos blindados e equipes investigativas. Ambos os protestos receberam condições sob as Seções 12 e 14 do Public Order Act: rotas e pontos fixos, horários definidos, proibição de discurso de ódio ou mensagens extremistas, com responsabilização dos organizadores e oradores. Harman justificou a recusa em banir as marchas: "Nossa avaliação ponderada é que nosso plano de policiamento pode lidar com o risco de desordem grave tão eficazmente quanto se houvesse uma proibição." Citou contexto de nível de ameaça terrorista elevado para severo, ataque terrorista recente e campanha de incêndios contra judeus londrinos, além de 33 grandes protestos da Palestine Coalition desde outubro de 2023, com 21 desviados por proximidade a sinagogas no Shabat.

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