Felicien Kabuga, um dos homens mais procurados por seu suposto papel no genocídio de Ruanda em 1994, morreu aos 91 anos enquanto estava sob custódia de um tribunal da ONU em Haia, nos Países Baixos. Considerado um dos principais articuladores e financiadores do massacre que vitimou cerca de 800 mil pessoas, majoritariamente da minoria Tutsi, Kabuga permaneceu foragido da justiça internacional por décadas antes de sua captura. O julgamento do empresário teve início apenas em 2022, mas foi interrompido em 2023 após juízes determinarem que ele não possuía condições de saúde para continuar o processo. Sua morte encerra uma das trajetórias mais longas de busca por justiça relacionada ao conflito ruandês, deixando o caso sem um veredito final e marcando o fim de um capítulo emblemático na história dos crimes contra a humanidade do século XX.
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