A crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu um novo patamar após o ministro Gilmar Mendes acusar publicamente o presidente da Corte, Edson Fachin, de obstruir o andamento de pautas fundamentais. Em mensagem enviada ao colega, Mendes utilizou o termo 'filibuster' para descrever a gestão da presidência, sugerindo que processos de grande relevância, como a exploração mineral em terras indígenas e a revisão da vida toda do INSS, estariam sendo travados deliberadamente. O desentendimento foi agravado por novas regras impostas por Fachin para a distribuição de petições em casos antigos, medida interpretada por parte dos ministros como uma resposta a questionamentos sobre o gabinete de Mendes. Enquanto a presidência defende que a estratégia visa qualificar os debates no plenário físico, o episódio expõe um mal-estar crescente entre os magistrados sobre a governança e a imagem institucional do tribunal.
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