FGV projeta superávit comercial brasileiro entre US$ 72 bi e US$ 75 bi
A balança comercial brasileira deve atingir até US$ 75 bilhões em 2026, impulsionada pela alta nas exportações de commodities.
Pontos principais
- O superávit acumulado até abril de 2026 somou US$ 24,8 bilhões, superando o mesmo período de 2025 em US$ 7,5 bilhões.
- A China mantém a liderança como principal parceiro comercial, sendo responsável por 47% do superávit total.
- O desempenho positivo é atribuído ao aumento tanto no volume quanto nos preços das commodities exportadas.
- As projeções da FGV alertam para riscos geopolíticos, como conflitos no Oriente Médio e variações na política externa dos EUA.
A Fundação Getulio Vargas (FGV) estima que a balança comercial brasileira encerrará 2026 com um superávit entre US$ 72 bilhões e US$ 75 bilhões. O resultado é sustentado pelo forte desempenho das exportações de commodities, que registraram valorização de preços e aumento de volume. Até abril, o país já acumulava um saldo positivo de US$ 24,8 bilhões, um crescimento de US$ 7,5 bilhões em comparação ao mesmo período do ano anterior. A China permanece como o motor central desse fluxo, respondendo por quase metade do superávit apurado. Apesar do otimismo, a projeção está condicionada à estabilidade global. Analistas apontam que tensões no Oriente Médio e possíveis ajustes na política externa dos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump representam variáveis que podem impactar o comércio exterior brasileiro nos próximos meses.
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