Dólar sobe 1,66% e supera R$ 5,06 com tensões globais e risco fiscal
A moeda norte-americana avança frente ao real pressionada pela aversão ao risco global, inflação nos EUA e incertezas sobre o cenário fiscal brasileiro.
Pontos principais
- O dólar fechou em alta de 1,66%, cotado a R$ 5,06, refletindo a piora no sentimento dos investidores.
- Tensões geopolíticas envolvendo o Irã elevaram os preços do petróleo e a busca por ativos de segurança.
- O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 30 anos superou 5%, pressionando mercados emergentes.
- Investidores estrangeiros retiraram cerca de R$ 17 bilhões do mercado brasileiro entre abril e maio.
- O Banco Central mantém intervenções via swap cambial para conter a volatilidade no mercado doméstico.
O dólar encerrou o pregão em alta de 1,66%, cotado a R$ 5,06, impulsionado por um cenário de aversão ao risco que combina pressões inflacionárias globais e instabilidade política doméstica. A valorização da divisa reflete a preocupação com a persistência da inflação nos Estados Unidos, o que pode levar o Federal Reserve a manter ou elevar os juros, movimento corroborado pela alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano. Paralelamente, o aumento das tensões geopolíticas envolvendo o Irã elevou os preços do petróleo, impactando negativamente os mercados emergentes. No Brasil, a percepção de risco fiscal e a saída de R$ 17 bilhões de capital estrangeiro entre abril e maio intensificaram a pressão sobre o real. O Banco Central segue atuando com leilões de swap cambial para garantir a liquidez e mitigar a volatilidade excessiva no mercado de câmbio.
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