Cúpula do Congresso trava instalação de CPI para investigar Banco Master
Lideranças legislativas resistem à criação da comissão, apesar de assinaturas suficientes, temendo desdobramentos políticos antes das eleições de 2026.
Pontos principais
- Líderes como Davi Alcolumbre e Hugo Motta evitam a instalação da CPI, mesmo com o apoio formal de parlamentares.
- A investigação ganhou força após a divulgação de comunicações entre o senador Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
- Parlamentares admitem nos bastidores receio de que a apuração atinja membros do Legislativo.
- Um mandado de segurança sobre o tema aguarda decisão do ministro Kassio Nunes Marques, no STF.
- A proximidade do pleito de 2026 é citada como fator central para o desinteresse político na abertura da comissão.
A cúpula do Congresso Nacional tem atuado para impedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar as atividades do Banco Master. Embora o requerimento tenha alcançado o número necessário de assinaturas, lideranças como Davi Alcolumbre e Hugo Motta mantêm a pauta travada. O movimento ocorre em meio a revelações de áudios e mensagens envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, o que gerou preocupação entre parlamentares sobre possíveis desdobramentos que poderiam atingir o Legislativo. Enquanto governo e oposição trocam acusações de uso eleitoreiro da pauta, o caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, com um mandado de segurança aguardando despacho do ministro Kassio Nunes Marques. A resistência reflete um cálculo político cauteloso diante da proximidade das eleições de 2026.
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