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Mercados globais recuam após cúpula Trump-Xi e temores inflacionários

Mercados globais operam em baixa após cúpula Trump-Xi sem avanços, alta nos juros dos Treasuries, valorização do petróleo e queda nas bolsas asiáticas e europeias.

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Foto: InfoMoney
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15/05 às 01:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Índices futuros dos EUA e o índice europeu Stoxx 600 recuam pressionados por preocupações inflacionárias e alta nos juros dos Treasuries de 10 anos.
  • Cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping termina sem avanços, mantendo o foco no impasse geopolítico entre EUA e Irã.
  • Bolsas asiáticas fecham em queda generalizada, com destaque para o tombo de 6,12% do índice Kospi, na Coreia do Sul.
  • O preço do petróleo Brent sobe 2,44% devido ao impasse diplomático no Estreito de Ormuz, enquanto o minério de ferro recua na China.
  • Dados de inflação acima do esperado nos EUA e na China elevam a cautela global dos investidores.
  • O setor de tecnologia segue em foco com a Nvidia próxima de um valuation de US$ 6 trilhões e a estreia da Cerebras Systems com alta de 68%.
  • O Comitê Bancário do Senado aprovou o 'Clarity Act', estabelecendo novas regras para a negociação de criptomoedas sob a jurisdição da CFTC.

O otimismo que levou os mercados de Nova York a renovarem máximas históricas perdeu fôlego, com o sentimento negativo se espalhando pelas bolsas europeias, onde o índice Stoxx 600 recuou 1,51%. O movimento reflete a frustração dos investidores com a cúpula entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, que terminou sem anúncios de acordos comerciais expressivos. O cenário de cautela é agravado pela pressão inflacionária global, evidenciada pela alta na taxa dos títulos do Tesouro americano de 10 anos, que superou 4,5%, e por dados de inflação acima do esperado tanto nos EUA quanto na China. Analistas reforçam o ceticismo quanto a futuras promessas de cooperação entre as duas potências.

Na Ásia, o desempenho negativo foi acentuado pelo índice Kospi, na Coreia do Sul, que registrou queda de 6,12% pressionado por gigantes de tecnologia e ameaças de greve na Samsung. Enquanto o minério de ferro recua devido aos estoques elevados na China, o setor de energia apresenta comportamento distinto: o petróleo Brent subiu 2,44% em meio ao impasse diplomático entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz. Paralelamente, o mercado monitora o setor de tecnologia, com a valorização da Nvidia, a estreia da startup Cerebras Systems e os desdobramentos regulatórios do 'Clarity Act', aprovado pelo Senado para disciplinar o mercado de criptoativos.

Além das tensões geopolíticas e econômicas, o cenário político europeu adiciona uma camada de incerteza, com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer enfrentando instabilidade interna diante da possível candidatura de Andy Burnham à liderança do Partido Trabalhista. A combinação de incertezas políticas, dados macroeconômicos desfavoráveis e a ausência de resultados concretos na cúpula de Pequim mantém o apetite ao risco contido, forçando investidores a buscarem proteção em ativos de menor exposição enquanto aguardam novos indicadores de política monetária.

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