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Bolsas globais recuam com crise no Oriente Médio e queda em tecnologia

Mercados globais operam em baixa pressionados pela desvalorização de empresas de tecnologia e pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.

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Foto: InfoMoney
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10/06 às 07:45 · atualizado 18:03

Pontos principais

  • O presidente Donald Trump confirmou novos ataques contra alvos iranianos, elevando a volatilidade nos preços do petróleo.
  • Ações de semicondutores como Nvidia, AMD e Samsung registraram quedas acentuadas devido a preocupações com o valuation do setor de IA.
  • O índice Kospi liderou perdas na Ásia com queda de 4,52%, enquanto os índices de Nova York acompanharam o pessimismo global.
  • A Super Micro Computer despencou quase 28% em NY, enquanto o SoftBank recuou 8,3% após dificuldades em um empréstimo de US$ 6 bilhões.
  • Setores de energia, como Chevron e ExxonMobil, subiram em meio à valorização das commodities energéticas.

As bolsas globais registraram um pregão de perdas generalizadas, refletindo o pessimismo que atravessa os mercados de tecnologia e a instabilidade geopolítica. Em Nova York, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq foram pressionados por uma liquidação de big techs e fabricantes de semicondutores, como Nvidia e AMD, que sofrem com incertezas sobre o valuation de projetos de inteligência artificial. O cenário foi agravado pela Super Micro Computer, que caiu quase 28% após anunciar novos planos de captação de recursos, e pelo SoftBank, que recuou 8,3% na Ásia após dificuldades para obter um empréstimo de US$ 6 bilhões. O índice sul-coreano Kospi liderou as quedas regionais, refletindo a volatilidade do setor de chips.

O ambiente de risco é intensificado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O presidente Donald Trump confirmou novos ataques contra alvos iranianos, movimento que impulsionou os preços do petróleo e beneficiou empresas do setor de energia, como Chevron e ExxonMobil. Enquanto isso, dados econômicos trouxeram resultados mistos: na China, a inflação ao produtor acelerou para 3,9% em maio, pressionada pelos custos de energia, enquanto nos Estados Unidos o CPI veio em linha com o esperado, mantendo as expectativas para a política monetária do Federal Reserve.

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