Bolsas globais recuam com crise no Oriente Médio e queda em tecnologia
Mercados globais operam em baixa pressionados pela desvalorização de empresas de tecnologia e pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.
Pontos principais
- O presidente Donald Trump confirmou novos ataques contra alvos iranianos, elevando a volatilidade nos preços do petróleo.
- Ações de semicondutores como Nvidia, AMD e Samsung registraram quedas acentuadas devido a preocupações com o valuation do setor de IA.
- O índice Kospi liderou perdas na Ásia com queda de 4,52%, enquanto os índices de Nova York acompanharam o pessimismo global.
- A Super Micro Computer despencou quase 28% em NY, enquanto o SoftBank recuou 8,3% após dificuldades em um empréstimo de US$ 6 bilhões.
- Setores de energia, como Chevron e ExxonMobil, subiram em meio à valorização das commodities energéticas.
As bolsas globais registraram um pregão de perdas generalizadas, refletindo o pessimismo que atravessa os mercados de tecnologia e a instabilidade geopolítica. Em Nova York, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq foram pressionados por uma liquidação de big techs e fabricantes de semicondutores, como Nvidia e AMD, que sofrem com incertezas sobre o valuation de projetos de inteligência artificial. O cenário foi agravado pela Super Micro Computer, que caiu quase 28% após anunciar novos planos de captação de recursos, e pelo SoftBank, que recuou 8,3% na Ásia após dificuldades para obter um empréstimo de US$ 6 bilhões. O índice sul-coreano Kospi liderou as quedas regionais, refletindo a volatilidade do setor de chips.
O ambiente de risco é intensificado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O presidente Donald Trump confirmou novos ataques contra alvos iranianos, movimento que impulsionou os preços do petróleo e beneficiou empresas do setor de energia, como Chevron e ExxonMobil. Enquanto isso, dados econômicos trouxeram resultados mistos: na China, a inflação ao produtor acelerou para 3,9% em maio, pressionada pelos custos de energia, enquanto nos Estados Unidos o CPI veio em linha com o esperado, mantendo as expectativas para a política monetária do Federal Reserve.
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