Bolsas europeias e de Nova York fecharam mistas, com alta impulsionada por balanços e Fed, mas com queda devido a tensões geopolíticas, preocupações com IA e resultados corporativos mistos.
As bolsas europeias e de Nova York apresentaram um cenário misto, refletindo uma combinação de fatores positivos e negativos. Na Europa, após um período de alta impulsionado por balanços corporativos e dados econômicos favoráveis, as bolsas fecharam em queda generalizada. A cautela global foi gerada principalmente pela tensão geopolítica entre EUA e Irã, com declarações do presidente Donald Trump, e por um ataque de drones ucranianos a uma refinaria russa, adicionando instabilidade. Resultados corporativos de grandes empresas europeias como Rio Tinto, Renault e Airbus impactaram negativamente, embora Nestlé e Air France-KLM tenham registrado alta. O Banco Central Europeu (BCE) também destacou um ambiente global desafiador, impulsionando a incerteza e a volatilidade, apesar de uma leve melhora no índice de confiança do consumidor da zona do euro para -12,2 em fevereiro.
Nos Estados Unidos, as bolsas de Nova York encerraram em alta em alguns momentos, impulsionadas pela ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), que sugeriu uma postura mais conservadora sobre as taxas de juros. No entanto, a cautela do mercado foi reforçada por desdobramentos da inteligência artificial e a possibilidade de uma postura mais restritiva do Federal Reserve, com um diretor reduzindo suas expectativas para cortes de juros. O setor de tecnologia e o financeiro foram os que mais pesaram no S&P 500, com destaque para a queda de gestoras de crédito privado após a Blue Owl Capital suspender resgates. Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram para 206 mil, abaixo do previsto, e o Walmart teve queda de 1,38% após projeções de lucro e vendas abaixo das estimativas de Wall Street. Em contraste, a Amazon (+0,03%) se tornou a empresa com maior receita do mundo, e as ações da John Deere saltaram 11,61% após bons resultados.
Além dos balanços e do cenário econômico, a desaceleração da inflação anual ao consumidor no Reino Unido para 3% em janeiro e o aumento do desemprego para 5,2% reforçaram as expectativas de um possível corte nas taxas de juros pelo Banco da Inglaterra. A inflação ao consumidor na Alemanha confirmou 2,1% em janeiro, indicando uma intensificação da alta geral de preços na zona do euro. Dirigentes do Federal Reserve expressaram cautela sobre a inflação, mantendo o Fed no radar dos investidores, que também acompanharam os sinais de alívio nas tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, embora a situação tenha se tornado mais complexa posteriormente.
Setores de commodities, incluindo metais e petróleo, também se destacaram devido a tensões geopolíticas e recuperação de preços. Empresas como Warner Bros. Discovery e Masimo registraram fortes altas, enquanto Norwegian Cruise Line Holdings subiu após revelação de participação acionária. Setores imobiliário, financeiro e de tecnologia foram os maiores beneficiados em Nova York, apesar da recente liquidação de techs e preocupações com altos investimentos em inteligência artificial, que continuam a ser um ponto de atenção para os mercados globais.
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