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Setor têxtil critica possível fim da taxa das blusinhas

A Abit alerta que a revisão da taxação sobre importados prejudica a indústria nacional e cobra medidas para garantir a competitividade local.

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Foto: Times Brasil
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14/05 às 14:05

Pontos principais

  • A Abit afirma que o fim da taxação sobre importados de até US$ 50 desestimula investimentos no Brasil.
  • O setor têxtil aponta um desequilíbrio competitivo devido aos altos custos tributários e regulatórios locais.
  • A entidade alega que os investimentos prometidos por plataformas internacionais não ocorreram na escala esperada.
  • Representantes do setor pressionam o Congresso por simetria tributária entre produtos nacionais e importados.

O setor têxtil brasileiro manifestou forte preocupação com a possibilidade de revisão da chamada 'taxa das blusinhas', que incide sobre importações de até US$ 50. Segundo Fernando Valente Pimentel, diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a medida prejudica a competitividade da produção nacional frente aos produtos asiáticos, que enfrentam uma carga tributária significativamente menor. A entidade argumenta que o governo deveria priorizar a redução de impostos para quem produz no país, em vez de manter benefícios que, segundo o setor, não resultaram nos investimentos prometidos pelas plataformas internacionais após a implementação do programa Remessa Conforme. Diante desse cenário, a Abit intensificou a pressão junto ao Congresso Nacional por medidas que assegurem a simetria tributária, defendendo que a indústria local precisa de condições equitativas para manter sua viabilidade e capacidade de geração de empregos no mercado interno.

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