Percepção de renda suficiente para despesas cai pelo segundo mês
Parcela de brasileiros que consegue cobrir gastos essenciais recuou para 70,8% em março, pressionada por custos com alimentação e moradia.
Pontos principais
- O índice de suficiência de renda caiu de 72,4% em janeiro para 70,8% em março.
- Alimentação é a principal despesa para 72,2% das famílias brasileiras.
- Gastos com moradia e serviços públicos seguem como preocupações centrais no orçamento.
- Especialistas alertam que a inflação e a desaceleração do mercado de trabalho podem impactar a renda em 2026.
A parcela de brasileiros que considera sua renda mensal suficiente para arcar com despesas essenciais recuou pelo segundo mês consecutivo em março, atingindo 70,8%, segundo dados do FGV/Ibre. O levantamento aponta que a alimentação continua sendo o maior peso no orçamento familiar, citada por 72,2% dos entrevistados, seguida de perto por custos com moradia e contas de serviços públicos. Este cenário reflete uma pressão crescente sobre o poder de compra das famílias, que enfrentam um ritmo mais lento de evolução salarial. Analistas do setor indicam que a combinação entre a inflação persistente e a desaceleração do mercado de trabalho pode comprometer a estabilidade financeira ao longo de 2026. Além disso, fatores externos, como a volatilidade nos preços do petróleo, adicionam incertezas ao horizonte econômico, dificultando o planejamento financeiro das famílias brasileiras.
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