Goldman Sachs projeta volatilidade cambial com eleições no Brasil
O banco avalia que fundamentos econômicos externos devem limitar a desvalorização do real, apesar da pressão causada pelo risco político doméstico.
Pontos principais
- O dólar superou a marca de R$ 5 após notícias ligarem o senador Flávio Bolsonaro ao ex-dono do banco Master.
- O Goldman Sachs estima que o ruído político doméstico tenha gerado uma depreciação de 1,1% no câmbio.
- A valorização do real em 2026 foi impulsionada por juros elevados e termos de troca favoráveis.
- A instituição prevê aumento da volatilidade cambial à medida que o pleito de outubro se aproxima.
O Goldman Sachs aponta que, embora o cenário eleitoral brasileiro tenha injetado volatilidade no mercado de câmbio, os fundamentos macroeconômicos globais devem atuar como um amortecedor para a moeda nacional. A recente alta do dólar, que superou o patamar de R$ 5, foi influenciada por incertezas políticas locais, incluindo reportagens que conectam figuras públicas a instituições financeiras. Contudo, o banco ressalta que o apetite global por risco e a manutenção de taxas de juros elevadas no Brasil continuam a sustentar o real. A expectativa da instituição é de uma depreciação moderada, desde que o ambiente externo permaneça favorável, mesmo com a previsão de instabilidade crescente conforme a eleição de outubro se aproxima.
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