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Lula e Trump discutem parcerias comerciais e segurança em reunião

Presidentes trataram de comércio, segurança e minerais estratégicos em encontro marcado por tom de proximidade e articulação diplomática.

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Foto: G1 Política
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12/05 às 22:31 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O encontro de três horas na Casa Branca focou em relações comerciais, segurança pública e minerais críticos.
  • Brasil e EUA integrarão sistemas de inteligência financeira entre a Receita Federal e a aduana americana.
  • Lula defendeu a industrialização local na exploração de minerais estratégicos em vez da exportação de matéria-prima.
  • O governo brasileiro buscou evitar novas tarifas comerciais, ressaltando o equilíbrio da balança comercial em favor dos EUA.
  • O ministro Dario Durigan destacou a deferência de Trump a Lula, reforçando a importância da relação bilateral para o cenário político.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump realizaram uma reunião de três horas na Casa Branca, em 7 de maio, focada em fortalecer os laços bilaterais. O encontro abordou a cooperação em segurança pública, com a criação de um canal de inteligência financeira entre a Receita Federal e a aduana americana, além de discussões sobre minerais estratégicos e comércio. O governo brasileiro defendeu a industrialização local dos recursos naturais e buscou evitar a imposição de novas tarifas americanas. Paralelamente, o assessor especial Celso Amorim minimizou questionamentos sobre a intermediação de um telefonema entre os líderes por meio do empresário Joesley Batista, enfatizando que o encontro presencial foi fruto do prestígio diplomático do presidente brasileiro.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou o diálogo como franco e ressaltou que a soberania industrial foi um ponto central na pauta sobre minerais críticos. Segundo Durigan, a deferência demonstrada por Trump durante a reunião reforça a posição do governo brasileiro na condução das relações externas, um tema que ganha relevância no contexto da corrida eleitoral de 2026. O ministro pontuou que o nível de interlocução alcançado reflete a estratégia diplomática atual, distanciando-se de articulações paralelas com figuras da oposição brasileira.

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