Lula defende cautela do Brasil e busca tratamento igualitário dos EUA após decisão da Suprema Corte, almejando negociar diretamente com Trump sobre tarifas e minerais críticos.
A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou o aumento de tarifas imposto por Donald Trump, considerando que o presidente extrapolou sua autoridade ao aplicar uma taxa adicional de 10%. Em resposta, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a postura cautelosa do Brasil em relação às taxas, afirmando que o país agiu corretamente ao não se precipitar. Lula expressou o desejo de que Trump adote uma abordagem mais equitativa nas relações comerciais, tratando todos os países de forma igualitária e evitando o início de uma nova Guerra Fria.
Lula, que atualmente está na Índia e seguirá para a Coreia do Sul, manifestou interesse em negociar diretamente com Donald Trump sobre minerais críticos e comércio. O presidente brasileiro enfatizou a soberania do Brasil na transformação e exportação desses recursos estratégicos, como as terras raras, sem aceitar imposições. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras e busca parceiros para pesquisa e processamento sem exclusividade. Minerais críticos são estratégicos para a economia tecnológica e são foco de disputa entre EUA e China.
Um encontro entre Lula e Trump está agendado para março. A pauta incluirá o combate ao crime organizado, as tarifas comerciais, a situação na América Latina, a população brasileira nos EUA, investimentos e a questão dos minerais críticos. Fontes diplomáticas indicam que o Brasil pretende dar continuidade às negociações sobre produtos brasileiros afetados pelas tarifas. Lula também mencionou uma melhoria na relação com Trump, descrevendo-a como "totalmente civilizada e altamente respeitosa".
G1 Política • 22 fev, 02:23
G1 Política • 22 fev, 02:52
InfoMoney • 20 fev, 16:26