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Lula confia em acordo com EUA apesar de novas tarifas de Trump e foca em minerais críticos

Lula expressa confiança em acordo com os EUA, mesmo após novas tarifas de Trump, buscando negociação direta sobre minerais críticos e combate ao crime organizado, enquanto reforça laços com a Índia.

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Foto: G1 Política
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22/02 às 03:00 · atualizado há 4m

Pontos principais

  • A Suprema Corte dos EUA decidiu que Donald Trump excedeu sua autoridade ao impor tarifas sobre importações.
  • Lula expressou confiança em um acordo com os EUA, apesar das novas tarifas globais de 15% anunciadas por Donald Trump.
  • O presidente brasileiro busca negociar diretamente com Trump sobre minerais críticos e comércio, defendendo a soberania brasileira na exploração e exportação desses recursos.
  • Um encontro entre Lula e Trump está agendado para março, onde discutirão tarifas, combate ao crime organizado, situação na América Latina, população brasileira nos EUA, investimentos e minerais críticos.
  • Lula descreveu Trump como alguém que age para a mídia, mas é tranquilo em encontros privados, e um especialista em marketing e mídia digital e social.
  • O combate ao crime organizado e ao narcotráfico é uma prioridade para Lula, que pretende discutir o tema com Trump e solicitou a extradição de criminosos brasileiros refugiados nos EUA.
  • Lula alertou que a taxação de produtos brasileiros pode causar inflação nos EUA e reiterou o desejo de não ter uma nova guerra fria.
  • O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras e busca parceiros para pesquisa e processamento sem exclusividade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou confiança em um acordo com os Estados Unidos, apesar do recente anúncio de Donald Trump sobre novas tarifas globais de 15%. Lula acredita que um acordo é do interesse de ambos os países, alertando que a taxação de produtos brasileiros pode gerar inflação nos EUA. A postura do Brasil, que agiu com cautela diante do aumento de tarifas imposto por Trump, foi defendida por Lula, que busca tratamento igualitário nas relações comerciais e deseja evitar uma nova Guerra Fria. A Suprema Corte dos EUA já havia derrubado um aumento anterior de tarifas de Trump, considerando que o presidente excedeu sua autoridade.

Lula manifestou o desejo de negociar diretamente com Trump sobre minerais críticos e comércio, enfatizando a soberania brasileira na transformação e exportação desses recursos estratégicos, como as terras raras. O Brasil, que possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, busca parceiros para pesquisa e processamento sem exclusividade. Um encontro entre Lula e Trump está agendado para março, com uma pauta que incluirá tarifas comerciais, a situação na América Latina, a população brasileira nos EUA, investimentos e a questão dos minerais críticos. O combate ao crime organizado e ao narcotráfico também é uma prioridade, com Lula pretendendo discutir o tema com Trump e solicitando a extradição de criminosos brasileiros refugiados nos EUA.

As declarações de Lula foram feitas na Índia, após uma visita considerada um marco para as relações bilaterais com o primeiro-ministro Narendra Modi. O presidente brasileiro destacou a diferença nas negociações com a Índia em comparação com países ricos, que ele descreve como tendo uma postura mais autoritária. Lula também descreveu Trump como alguém que age para a mídia, mas é calmo e tranquilo em reuniões privadas, e um especialista em marketing e mídia digital e social. Fontes diplomáticas indicam que o Brasil pretende dar continuidade às negociações sobre produtos brasileiros afetados pelas tarifas, e Lula mencionou uma melhoria na relação com Trump, descrevendo-a como "totalmente civilizada e altamente respeitosa".

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